quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pirataria como parte integrante do estilo de vida

Fugindo às tradicionais e infindáveis trocas de argumentos quer sobre as pseudo vantagens de piratear conteúdos protegidos, quer sobre os seus motivos de condenação, eis uma visão diferente do habitual: a pirataria como parte integrante do estilo de vida.

Desde conversas presenciais aos mais diversificados registos na net, há uma realidade que cada vez parece maior e generalizada: as pessoas usam o conceito de partilhar cópias digitais ilegais como algo não só banal, como fazendo parte de um processo global de consumo.

Apenas alguns casos reais a que recentemente assisti:

  • como factor de decisão na compra: “Comprei a consola x em vez da y porque nessa os jogos podem ser pirateados.”;
  • como aquisição após aliciamento em lojas físicas: “Vi uns novos documentários muito bons na loja z… tenho que ver se os saco!”;
  • como aquisição após recomendação: “Já viram o filme w? É muito bom!”; Resposta: “Links?” (esta é clássica na net);
  • como justificação para hiper-consumo: “Alugar um filme fica em x, se quiser ver um filme por dia tinha que pagar muito!”.

Também fico com a ideia que quanto mais jovem se é, mais natural é este comportamento. Estes além de crescerem num ambiente propício à “actividade”, têm já os próprios pais como exemplo e fonte de conhecimento.

Posto isto, a questão óbvia é: como será o futuro? A este ritmo, a produção dos conteúdos alvos poderá deixa de ser sustentável dentro de poucas décadas, independentemente dos modelos de negócio que venham a surgir, e por outro lado é sabido que os hábitos instalados não mudam por vontade do próprio quando essa mudança lhe é directamente prejudicial.