Lamento, mas gente desta não merece mais.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Então e os jogos olímpicos?
Julho de 2014. Os últimos jogos olímpicos foram há 2 anos, em 2012. Onde andam agora os amantes do tiro ao arco, fosso olímpico e companhia?
O cenário repete-se a cada 4 anos. Acontecem os jogos olímpicos, Portugal envia uma delegação, a participação desportiva salda-se por maus resultados, e o país insurge-se… indignado contra a falta de brio e esforço e dedicação e tudo o mais dos atletas portugueses.
Por uns instantes parece que estamos perante os melhores adeptos do desporto olímpico. Não só acompanham as várias modalidades, como exigem medalhas! Isto num país tipicamente transparente no que a desporto diz respeito – exceptuando futebol e hóquei em patins. Ignoram que as medalhas são obtidas por atletas profissionais, participantes regulares em competições de elevado nível, o que contrasta com a generalidade do semi-amadorismo nacional, sem qualquer calendário desportivo minimamente competitivo face ao nível olímpico.
Mas os jogos acabam e rapidamente as modalidades olímpicas são devotadas ao seu tradicional desprezo em Portugal. Como agora.
Daqui a 2 anos há mais.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Final Four de Hóquei num fim de semana agitado.
Após um primeiro anúncio de não comparência na final da Liga Europeia de hóquei, por falta de condições de segurança e ausência de bilhetes para os seus adeptos, o Benfica reverteu a decisão após receber algumas garantias mínimas em ambos os pontos.
Independentemente dos eventos que se seguiram, creio que a decisão de não comparência devia ter sido mantida (v.d. dois artigos anteriores).
Alegadamente teve de haver intervenção directa do ministro da administração interna.
Ainda assim o desporto venceu… episodicamente. Houve jogo – afinal a razão de tudo isto! – houve lugares para adeptos benfiquistas, sem agressões nem intimidações quer a adeptos quer a jogadores do Benfica. Ao contrário da regra houve algum desportivismo nesta final na casa do FCP.
Lamentável: apenas 150 bilhetes foram distribuídos ao Benfica, mas entraram pouco mais de 70 a 80 adeptos – segundo informações dos jornalistas – e só quando já decorria a segunda parte. Mal.
Repórter: “Ganhar na casa do inimigo tem outro sabor?” Diogo Rafael: “Não é inimigo, é adversário.”. É uma questão cultural. Há uma diferença entre ter valores e não os ter.
Infelizmente noutro jogo caseiro do FCP, desta vez em futebol de juvenis, a “regra” voltou a imperar.
domingo, 2 de junho de 2013
A radicalização do FCP
A radicalização do FCP está a atingir um nível demasiado perigoso. A rivalidade Benfica-Porto tem um sentido de beligerância único: Porto -> Benfica. O universo portista ataca, bate, goza, destrói, insulta, agride, intimida… O ódio exacerbado ao Benfica tolda-lhes a mente: para eles é o Benfica que faz essas coisas. O Benfica é pior. O Benfica isto, o Benfica aquilo, o Benfica, o Benfica… não lhes sai do pensamento, não lhes sai do discurso, não lhe sai da escrita. Vivem obcecados com o Benfica, desde o adepto anónimo, ao colunista, à apresentadora de televisão, ao deputado, ao secretário de estado. Toda uma sociedade adepta a dedicar energia ao que se passa no Benfica – porventura mais que ao seu próprio clube – traduzida em ódio e violência.
Perante os vis atropelos às mais elementares regras de desportivismo que acontecem sempre nos seus jogos caseiros, seja em que modalidade for, respondem que o Benfica é pior. Exemplificam com casos isolados, não reparando que neles é regra.
Em 30 anos o Porto criou uma organização “lapidar”. Têm competência desportiva, que não haja dúvidas disso, apesar de prontamente ajudados sempre que preciso. Qualquer desporto em que participam é para ganhar. Quando não ganham, fecham a modalidade. Para eles o desporto é um eufemismo de guerra. Têm “boa” imprensa, sem par a qualquer nível da sociedade. Há indícios de dominarem estruturas oficiais não só desportivas mas também civis, como polícia ou tribunais. Há uma preocupação geral em não melindrar a organização: vide a passividade da CMVM ou as questões amigas com que sabem poder esperar em qualquer conferência de imprensa ou entrevista. Possuem um pequeno exército de intimidação constituído por um núcleo duro de criminosos perigosos (vide caso Bruno Pida).
Isto produziu uma máquina de obtenção de títulos “desportivos” numas quantas modalidades seleccionadas – votando as outras ao desprezo ou mesmo ao abandono – a par de uma máquina de gestão de enormes fluxos financeiros. O efeito secundário é a criação de um universo cada vez mais perigosamente extremista e radical.
Quando já nem representantes de estado ou figuras que ocupam cargos de prestígio se conseguem controlar publicamente, quando uma sociedade começa cada vez mais a alertar para este fenómeno, é sinal que a radicalização está a chegar a um limite perigoso.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Benfica 2010/2011 - a época do quase.
2010/2011 eis a época do “quase” para o Benfica:
- 2º lugar da Liga
- meias finais da Taça de Portugal
- meias finais da Liga Europa
- campeão da Taça da Liga
Em termos de títulos, uma época equivalente à fracassada de Quique Flores: apenas a taça da liga, a mais recente competição do calendário nacional que já por dois anos “evitou” que o Benfica ficasse em branco nos troféus (embora não sirva de grande consolo, verdade se diga).
Em termos de prestações, uma época bem melhor, contudo. Com Quique o Benfica ficou-se pela fase de grupos da Liga Europa (em último do grupo), em 3º na Liga e foi eliminado precocemente da taça de Portugal.
E no entanto esta época talvez tenha sido a mais amarga. E porquê? Pelo quase. Pelas derrotas face aos rivais do ódio.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Futre e a capitalização do disparate.
Há umas semanas, na campanha à presidência do Sporting, Paulo Futre, na qualidade de candidato a director desportivo de uma das listas, deu um show memorável, que culminou no já mítico episódio do jogador chinês.
Ora o que acontece agora? O senhor é convidado a explorar o filão da popularidade causado por esse assombro de alucinação e demência… para uma campanha comercial. Afinal interessava-lhe o clube ou “já que fui palhaço ao menos ganho alguma coisa com isso”?
segunda-feira, 18 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Queiroz, o tratante.
Carlos Queiroz notabilizou-se ao vencer o campeonato do mundo com as selecções juniores, por duas vezes. Desse lote de campeões de escalões jovens saíram uns poucos grandes jogadores embora a maioria nunca tivesse singrado verdadeiramente no futebol sénior, acabando muitos por serem relegados para clubes de divisões inferiores ou mesmo desistindo do futebol.
Após isto há duas facetas públicas da sua carreira: uma de sucesso como treinador adjunto, outra de insucesso como treinador principal. Não há grande volta a dar: Sporting, Selecção Nacional, África do Sul, Real Madrid, Selecção Nacional outra vez… Todos estes percursos pautados por curtas passagens e maus resultados. Com um pouco de perspicácia dir-se-ia que o senhor é… incompetente como treinador principal?
Não obstante estes sinais a FPF convidou-o a ser seleccionador nacional para o quadriénio 2008–2012, ou seja, para fazer o Mundial 2010 e Europeu 2012. Após conseguir qualificar-se in extremis para o Mundial 2010 — com muitos maus resultados e muita sorte à mistura — a campanha do mundial em si foi má.
Perante alguém que já não dava garantias e que era necessário trocar, que faz a federação? Recupera um incidente ocorrido durante o estágio para, eventualmente, o despedir. Ou seja, acontece um desaguisado com as equipas anti-doping, tudo isso fica a marinar enquanto dura o mundial e mal este termina, lança-se a bomba anti-Queiroz. Depois duma série de condenações de âmbito desportivo a FPF despede-o por justa causa.
Queiroz recorreu às instâncias possíveis, que o têm ilibado sistematicamente. Recentemente foi o caso do Tribunal Arbitral do Desporto que lhe deu razão na suspensão movida pelo ADoP/IDP. Talvez venha a conseguir anular a justa causa do seu despedimento, obtendo uma choruda indemnização.
Alguns pontos a considerar:
- muito mal Laurentino Dias, secretário de estado do desporto, que tudo indica ter instrumentalizado instituições estatais (ADoP/IDP), controladas pelo governo — ou seja, por ele — a penalizarem Queiroz;
- muito mal a lei portuguesa que permite um órgão estatal que não um tribunal ter poder para condenar alguém, sem assegurar os mais elementares direitos de defesa.
- muito mal um país que sucessivamente vê decisões da justiça nacional serem anuladas pela justiça internacional!
Dito isto, apesar de Queiroz ter razão em toda esta novela, pouca gente terá ficado incomodada com o sucedido: trata-se dum tratante que dispara para todo o lado — até uma insignificante comentadora do Record foi alvo da ira do senhor — carregado de azedume, no mínimo.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O adepto canalha (cont).
parte 1; parte 2.
Entre essa, digamos, “diversidade” de opiniões encontramos os tradicionais posts tipo clap-clap-clap por parte dos que na sua escrita se revêem, e críticas mais ou menos contundentes por parte dos que na sua escrita apenas encontram asco (algo que partilho, diga-se de passagem).
Um desses posts está neste blog.
Apesar do autor ser algo insultuoso, apenas o é em grau de “virilidade verbal” (expressão usada por um juiz numa numa sentença recente relacionada com insultos) quando comparado com Tiago Mesquita. Na verdade o Tiago Mesquita consegue ser mais insultuoso usando menos calão que o blogger citado.
E porque vem tudo isto a lume? Porque o senhor Tiago Mesquita acaba de anunciar que vai colocar o blogger citado na justiça por se sentir ofendido.
Isto vindo de alguém de uma classe — assumindo que é jornalista, embora confesso que não parece muito — que desata a clamar censura censura sempre que é alvo de processos judiciais. Faz aos outros o que não gostas que te façam, parece ser aqui apropriado. E muita falta de fair play já agora.
O adepto canalha.
parte 1; parte 2.
Tiago Mesquita é um fulano que mantém um blog publicado no expresso online.
Já por algumas vezes me tinha referido a esse indivíduo, aqui designado “carinhosamente” por “afrutalhado”, dada a sua condição de adepto (não declarado) do conhecido clube ligado ao também conhecido caso da fruta.
Esse blog do expresso começou por ser banal e, diga-se, paupérrimo. Caracterizava-se sobretudo pelo copy paste de vídeos virais. Essa tendência mantém-se de resto.
Desde o virar do ano desportivo, contudo, o fulano começou aos poucos a revelar a sua faceta de adepto, sem nunca se assumir. Os posts foram-se repetindo até restarem poucas dúvidas que estávamos perante um adepto fanático do FCP, carregado de ódio ao SL Benfica.
Essa é uma via sem retorno e granjeia duas reacções: os prós e os contras. Em pouco tempo o senhor ganhou, entre os adeptos do seu clube, uma pequena legião de fãs, bem como outra hostil dos adeptos do seu clube de ódio.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ribeiro Cristóvão - et tu, brute?
É pena que o anti-benfiquismo chegue a figuras como Ribeiro Cristóvão. Um jornalista da velha rádio, com idade e carreira para muito mais que um patético anti-benfiquismo característico dos comuns adeptos de outros clubes, como o dele (SCP).
Com o seu clube de coração por caminhos cada vez mais penosos, a acidez do senhor face ao Benfica tem-se notado e aumentado cada vez mais. Dois rápidos exemplos…
Após vitórias por 2–1 ao Estugarda para a Liga Europa e 0–2 na visita ao Sporting, eis o comentário do senhor, em 21–02–2011, quando faltava disputar o segundo jogo da eliminatória europeia: “Os campeões nacionais [Benfica] deverão agora virar-se para a Liga Europa, onde os espera, já na quinta-feira, uma tarefa hercúlea, e que não vai ser fácil ultrapassar com sucesso. É que o Estugarda não é o Sporting, nem Alvalade fica na Alemanha”… Pois não, mas o resultado foi precisamente o mesmo: a 24–02–2011 o Benfica vencia fora o Estugarda por 0–2 e avançava na eliminatória.
11–03–2011 … Benfica, Porto e Braga vencem os respectivos jogos europeus, na Liga Europa. Com o sugestivo título “A noite (quase) perfeita” o senhor destaca o Braga porque a vitória foi face ao Liverpool, esse colosso, o Porto porque ganhou fora e mostrou ser superior ao adversário, mas já o Benfica ia ter muitas dificuldades, porque “só tinha jogado 45 minutos” e revelava fragilidades, além de que a vitória caseira por 2–1 ao PSG era um resultado difícil. 18–03–2011: os três clubes, incluindo o Benfica, apuram-se para a eliminatória seguinte da Liga Europa. E que diz agora Ribeiro Cristóvão? Que vai ser muito difícil para o Benfica porque há equipas muito fortes, mas o Porto sim, esse é favorito para ganhar a prova. A ver vamos, mas a conversa desgraçada pode deixá-la para os amigos e tentar ser mais objectivo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
O Benfica como farolim, e?
O que tem este artigo do João Querido Manha de especial? Aparentemente, entre alguma prosa redundante, diz algo que já é conversa de café há muito entre adeptos do desporto: contra o Benfica as equipas motivam-se mais, esforçam-se mais. Isso é sabido desde longa data. Em parte percebe-se porquê, em parte não se percebe porque não o fazem perante outros adversários.
Não é uma matéria de simples opinião, como muitas outras no desporto, é uma matéria de facto. Estatisticamente verifica-se. O exemplo dado pelo JQM é mais que óbvio: depois de quase terem arrancado uma vitória no estádio da Luz, o Marítimo perdeu por 0–1 na recepção ao Rio Ave. Olhando para “a jornada seguinte” dos adversários do Benfica, esse padrão é factual.
O que esta crónica tem de especial é … ser só essa e só aparecer agora.
O preço da batota: 5200 euros.
Quanto custa ser batoteiro? Até hoje era difícil de quantificar esta questão, agora passou-se a saber. São 5200 euros.
Os incidentes protagonizados no SC Braga-Benfica do passado domingo valeram multas por parte da Liga de Clubes. O clube minhoto é o mais penalizado, com total de 7.900 euros.
Atraso no início da partida, utilização indevida de aparelhagem sonora durante o jogo e comportamento incorrecto do público, incluindo agressão aos intervenientes do jogo ,são os itens que valeram o valor total da multa ao SC Braga.
Já o Benfica, também foi multado [em 2.700 euros] por atraso no início do jogo, assim como por comportamento incorrecto do público.
Fazendo uma contas de merceeiro, a parte que está a bold “custou” 5200 euros (os restantes actos foram também imputados ao Benfica por 2700 euros).
Relembre-se que durante o jogo foram arremessados vários objectos para dentro de campo, direccionados aos elementos do Benfica, acertando-lhes por várias vezes. Adicionalmente durante todo o jogo ouviram-se várias provocações e insultos ao Benfica do sistema sonoro do estádio, em grande parte provenientes de um “zeloso” speaker.
Toda esta batota, toda esta falta de ética, teve o fantástico preço de… 5200 euros!
Onde anda agora o secretário de estado do desporto?
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Melhor equipa ... da treta.
Não se percebe porque é que a "melhor equipa do mundo" continua a precisar de penaltis inventados para ganhar jogos.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Ricardo Costa: um exemplo a seguir.
terça-feira, 23 de março de 2010
Bruno Alves fora?
Entretanto uma brincadeira de que alguém se lembrou, em moda nestes dias que correm: petição Bruno Alves fora da selecção.
sexta-feira, 5 de março de 2010
"Agarrem-me senão... "
"Considerando que, apesar de chamado a prestar depoimento, o dirigente [Pinto da Costa] não prestou quaisquer declarações e que, por isso, não concretizou as afirmações publicamente proferidas, não puderam ser realizadas quaisquer outras diligências probatórias, por manifesta falta de indícios", pode ler-se no acórdão da comissão disciplinar como justificação para o arquivamento."

