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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Os viciados na opinião, vulgo, comentadores.

Creio ter sido nos anos 90 do século passado que se dinamizou a figura do comentador. Surgiu por extensão ao editorialista e começou a ocupar parte significativa dos jornais. Hoje estão em todo o lado: rádios, televisões, web, papel.

Uns falam sobre política, outros sobre desporto, e outros de tudo um pouco. Há quem, aparentemente, viva disso. Para outros trata-se de um rendimento extra. Mas todos parecem ter um especial prazer na actividade bem como em serem “ouvidos”: a necessidade de palco. Na verdade quase todos gostamos de palco.

Os comentadores de maior estatuto tipicamente são (ex-)jornalistas ou (ex-)políticos e têm espaço garantido nos massmedia.

O vício, como tantos outros vícios, por vezes origina situações confrangedoras.

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Mas nem só de comentadores conhecidos vive o vício. O comentador anónimo viu o seu espaço aparecer nas caixas de comentários dos sites dos massmedia. Qualquer artigo que por lá apareça é inundado por uma tribo comentarista. Cada tribo tem um núcleo permanente – embora não exclusivo – de escribas, formando-se uma pequena comunidade ad-hoc.

É um fenómeno interessante.


sábado, 28 de setembro de 2013

Comunicado SLB.

Tinha escrito o texto anterior ontem, antes do comunicado de hoje do Benfica. Citando parte deste: "O Jornal de Notícias já foi um jornal sério e de referência. Já foi respeitado e conceituado. Já foi um jornal. Mas isso foi no tempo em que os seus directores eram gente de outra estirpe. Na sua edição deste sábado, publica o Jornal de Notícias um comunicado sobre mau jornalismo, foi pena que não façam mea culpa pela prática com que tem brindado os seus – cada vez menos – leitores, nos últimos anos.

(…)

Na passada segunda-feira, apressaram-se – o mesmo jornal – a trazer na primeira página os erros pelos quais, e segundo eles, uma determinada equipa tinha sido prejudicada e, em consequência disso, empatado. Nesta sexta-feira, pelos vistos não houve erros, pelo menos dignos de ganharem referência na primeira página e, mesmo lá dentro, o máximo onde se atrevem a ir é a palavra “discutível” para descrever um determinado lance que, por acaso, decide esse mesmo jogo.".

O Benfica capitaliza moralmente sobre um jornal que se tornou há muito imoral.


Facciosismo desportivo do JN e Jogo.

Já em Maio de 2005 escrevia escrevia, sobre a propaganda Portista: Órgãos de comunicação social “amigos” encarregam-se de espalhar a mensagem, através de notícias parciais. São sempre os mesmos: Jornal de Notícias , O Jogo, agência Lusa, e alguns amigos individuais espalhados por outros meios.

Não admira que o SLB tenha referenciado o “Jornal de Notícias” e “O Jogo” no seu comunicado na semana passada, alertando para a incoerência das suas capas perante ocorrências semelhantes de jogo, conforme prejudicassem ou beneficiassem o Porto. Os seus editoriais de rebate foram duríssimos, em particular o d’O Jogo. Mas bastou uma semana para revelarem a fraude que são.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Precisamos de palhaços, apesar do Sousa Tavares.

Os palhaços ganham dinheiro por fazerem patetices que nos fazem rir. O Sousa Tavares ganha dinheiro por dizer patetices sem piada. Precisamos mais dos palhaços.

Contexto.


domingo, 2 de junho de 2013

E desta foi... o Amorim.

Já tinha acontecido antes e provavelmente voltará a acontecer. Desta vez foi Carlos Abreu Amorim que resolveu enviar umas “bocas” de índole anti-benfiquista pelo twitter. Idiotas, por sinal, ainda que irrelevantes. No passado foi um artigo que destratava a instituição SLB por Francisco José Viegas. Os representantes do estado devem abster-se deste tipo de coisas devido à representatividade que carregam. Qualquer intervenção pública que façam – sendo que público é tudo o que seja exposto publicamente, ainda que a título pessoal – tem uma audiência com uma potencial diversidade que deve ser respeitada.

Bom, este caso registou um pequeno progresso: o deputado veio retratar-se (politicamente) pelo sucedido.

Como curiosidade, ambos os casos configuram o mesmo perfil: adeptos portistas a vilipendiarem o Benfica. Um padrão preocupante.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sócrates na TV... e?

Há uns tempos destacava o círculo vicioso formado entre a política e a comunicação social, como se se fechassem entre si, alheios à realidade.

A junção de Sócrates ao rol de comentadores políticos, na semana passada, fez-me recordar esses escritos. Ver profissionais da comunicação social a destacar a importância política de Sócrates como comentador, é como ver padeiros a classificar a importância do pão na nutrição humana.

Terá Sócrates, enquanto comentador, algum peso ou influência em futuros acontecimentos políticos? Até pode ser, mas duvido. Sejamos honestos, Marcelo Rebelo de Sousa anda a tentá-lo há 30 anos e o máximo que conseguiu foi ser líder do PSD quando não havia interessados.


domingo, 7 de outubro de 2012

Do Céu ao Inferno num ápice.

Margarida Marante foi notícia, por uma última vez, há dois dias: faleceu. Tinha deixado de o ser há dez anos, quando iniciou uma descida ao Inferno, em vida. Antes disso tinha cavalgado o sucesso e notoriedade como jornalista de élite, daqueles que definem o que fazem e com quem. Nunca apreciei o estilo, demasiado arrogante, mais interessada em humilhar os seus convidados, que em informar. E no entanto, tudo perdeu.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Estou farto do Sobral.

Algum mérito o senhor deverá ter, para estar à frente do maisfutebol. Mas que não percebe nada de futebol, não percebe. Mais uma vez, agora durante o Euro2012, volta a demonstrar que, ou tem muito azar, ou não percebe nada do que fala. E fala muito! Eis algumas pérolas:

  • “A Rússia e a Dinamarca foram as duas selecções que melhor entraram no Euro-2012. Por caminhos bem diferentes. (…) Mas o primeiro milho já ninguém lhe tira.”
  • “Rep. Checa, a primeira a cair.”

Além da constatação do óbvio a realidade é esta: Rússia e Dinamarca foram afastadas da competição enquanto a República Checa prosseguiu.

Mas o mais irritante é a postura. Por um lado, parece que o mundo desportivo lhe deve alguma coisa. Permanentemente. Por outro sente-se como um majestoso iluminado, que da sua excelsa visão identifica os terráqueos errantes.

Infelizmente o mundo está cheio de gente desta: aqueles que resolvem tudo… no papel.


Do fanatismo à obsessão.

O que leva a que um “alto” representante do estado continue a manter crónicas na sua condição de culto fanático-faccioso adepto?

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Será uma questão de dinheiro? Uma obsessão por mediatismo?

Olhamos hoje para as páginas de um jornal, assistimos a um programa televisivo ou simplesmente ligamos o rádio e o panorama repete-se: uma quantidade de figuras, colunáveis por se terem tornado colunáveis (assim mesmo, recursivo), repetindo ad nauseam os seus dislates. Sendo um direito que lhes assiste bem como uma questão “editorial” de quem os contrata, os representantes do estado dever-se-iam abster dessas actividades, precisamente devido à representatividade que carregam.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Propaganda portista.

Mais do que a violência dos adeptos no final do jogo Porto-Benfica, que decidia o título de basquetebol, ou do seu apoio tácito por parte do Porto e instituições relacionadas, o mais chocante para mim é aquilo que ninguém fala: a máquina de propaganda ao serviço do FCP.

A estratégia é sempre a mesma:

  • foram provocados primeiro;
  • faz parte de uma estratégia montada pelo adversário;
  • no fundo eles são as vítimas.

Como pode tão óbvia e patética estratégia funcionar? Propaganda!

  • Começam por lançar uma série de comunicados, a defender as teses acima (provocação, etc). No caso do jogo de basquetebol, poucas horas após o seu término, já estavam os comunicados no ar.

  • Órgãos de comunicação social “amigos” encarregam-se de espalhar a mensagem, através de notícias parciais. São sempre os mesmos: Jornal de Notícias, O Jogo, agência Lusa, e alguns amigos individuais espalhados por outros meios.

  • Instituições “amigas” tentam diluir as culpas com outras partes ou até branqueá-las. Neste caso veja-se como a PSP do Porto se apressou a anunciar um inquérito em relação aos confrontos entre adeptos do Porto e do Benfica… num jogo onde não estavam presentes adeptos do Benfica. Também vem à memória o célebre episódio dum comissário da PSP do Porto que garantia a atónitos jornalistas que o autocarro do Benfica não tinha sido apedrejado, ao contrário do que eles próprios tinham testemunhado momentos antes.

O resultado prático é o branqueamento destas acções. Compare-se o apagão da Luz com estas agressões. O primeiro caso andou meses na comunicação social, foi alvo de todo o tipo de análises e imensos artigos de opinião. “A máscara caiu” (ao Benfica), diziam eles. Agora, perante o caos e a barbárie, o tema durou uns dois, três dias.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

As "Sobral"ices.

Por uma qualquer razão alguns escribas em meios de comunicação social, não necessariamente jornalistas, sentem necessidade de classificar o mundo que os rodeia. Criam, nos meios que controlam, secções de altos e baixos, ou coisa que o valha. Daí até se perderem em elogios desmedidos ou críticas infundadas vai um passo. É que nem lhes assiste qualquer moral para o fazer, muito menos mérito ou capacidade para tal.

O Luís Sobral do maisfutebol é um destes casos. Os escritos que debita, com mais frequência do que talvez fosse apropriado, revelam ou alguém com muito azar nas suas análises, ou alguém que não sabe o que diz. Vejamos alguns exemplos:

  • há uns anos, num apurado trabalho “estatístico”, baseado num conhecimento científico que só ele possui, estabeleceu ou questionou se o Benfica ainda se podia considerar um dos 3 grandes. Logo no ano seguinte o Benfica foi campeão nacional;

  • via no Ruben Micael um prodígio que mais ninguém percebia. Achava que só faltava chegar a um clube como o Porto para crescer e este ser campeão. No ano em que chegou não foi campeão, no ano seguinte pouco jogou, e pouco depois foi despachado ao desbarato para Espanha, num estranho negócio;

  • acha mal as várias chicotadas psicológicas – substituições de treinadores a meio da época por maus resultados – mas a maior parte tem resultado: Sá Pinto (vs Domingos) no Sporting, Di Matteo (vs Villas-Boas) no Chelsea são apenas os dois casos mais sonantes que tanto o revoltaram. Mas podemos somar-lhes um Sérgio Conceição (vs Daúto Faquirá) no Olhanense, ou um José Mota (vs Bruno Ribeiro) no Setúbal, ou Henrique Calisto (vs Luís Miguel) no Paços de Ferreira… é preciso continuar?

  • considerava o Braga a melhor equipa nacional e o provável campeão. Regozijou-se quanto chegaram ao topo da classificação… por uma jornada. Estão agora em 3º, arredados do título e longe do 2º.

É preciso continuar? Enfim, “sobralices”.


João Gobern: lugar errado à hora errada.

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Num programa de comentário sobre futebol, João Gobern (JG), perdendo a sua vez de falar, espreitou para os últimos momentos do Benfica-Braga (2-1) quando o Benfica fez o segundo golo. Comemorou brevemente, foi visto pelas câmaras e acabou fora do programa.

O que se passou depois foi uma espécie de contar de espingardas em versão pseudo-desportiva:

  • uns, sobretudo benfiquistas ou jornalistas solidários, achavam mal porque a atitude é humana e o JG até sempre foi bastante crítico com o Benfica;

  • outros, sobretudo não benfiquistas, achavam bem porque provava-se que o homem não era isento, e como tal não merecia vestir a capa da imparcialidade naquele programa.

Com o devido respeito por cada opinião, aconteceu o expectável e natural. O JG não tinha condições para continuar no programa – tudo o que dissesse futuramente seria sempre posto em causa – mas é ingénuo pensar-se que os outros comentadores supostamente neutros o são, notavelmente o seu insuportável ex-colega Bruno Prata, a quem a máscara cai por tantas vezes.


sábado, 17 de março de 2012

Até onde se pode copiar?

É certo que hoje em dia quase tudo se baseia em algo existente, e que a diferença entre adaptação criativa e cópia por vezes é difícil de estabelecer. É uma área difícil, diria até impossível, de legislar ou regulamentar.

No entanto, há “adaptações” mais descaradas…

Anúncio da Portugal Telecom (Março, 2012): http://www.youtube.com/watch?v=gDMC4ce8Vow

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Anúncio francês do Nokia Lumia (Novembro, 2011): http://www.youtube.com/watch?v=c6Uwf2Pjf5E

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Excluindo a parte final do anúncio francês, mais convencional, temos em ambos os casos:

  • a mesma música: AWOLNATION - SAIL (Fevereiro, 2011);
  • o mesmo conceito de fundo escuro;
  • o mesmo conceito de planos em câmara lenta com grande detalhe;
  • ausência de palavras ou falas.

Claro que “tudo o resto” é diferente…


terça-feira, 13 de março de 2012

Alegadamente: o escudo jornalístico.

Hoje em dia qualquer notícia que refira “alegados” factos, fá-lo sempre alegadamente. É uma defesa para os jornais e jornalistas: alegando coisas, não podem ser acusados de as afirmar. Evitam-se processos judiciais e condenações.

O problema são os exageros. À força de tanta necessidade de protecção, quase tudo aparece alegadamente, ainda que se saiba ter acontecido.

Como curiosidade fiz o seguinte levantamento de número de ocorrências no DN Online (usando pesquisas site:dn.pt no google):

  • homicida: 4200
  • criminoso: 3400
  • ladrão: 2310
  • arguido: 10500
  • alegadamente: 26900

Parece-me que se trata de um alegado exagero.


domingo, 4 de março de 2012

Ode à batota.

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Este jogo foi mais um de tantos cuja acção errónea da equipa de arbitragem condiciona fortemente o resultado. O Benfica sai com bastantes razões de queixa dessa “acção”: desde logo pelo 3º golo ilegal, em fora de jogo, depois pela expulsão de Emerson por acumulação de dois cartões amarelos, quando são ambos demasiado “forçados”, especialmente o primeiro que simplesmente não existe. Adicionalmente poupou demasiados jogadores do Porto à acção disciplinar, desde Janko que cometeu 6, 7 faltas e não viu um único amarelo, a Djalma, a quem foi poupada uma expulsão.

Se errar é natural, embora seja naturalmente suspeito quando só acontece num sentido, glorificar o resultado desses erros não o devia ser. Eu vi um jogo extremamente disputado, equilibrado, em que ora dominou uma equipa, ora dominou outra, e que muito provavelmente terminaria empatado caso não houvesse influência externa. Mas mal terminou o jogo, a que se assistiu? A rasgados elogios ao Porto e à diabolização do Benfica. Já sabemos que o futebol é demasiado “resultadista” para ser justo, mas isto é uma autêntica ode à batota.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sporting, Público e cartazes.

Nas vésperas de um Sporting-Porto, o jornal Público dava conta, com destaque de primeira página, da existência de cartazes com imagens agressivas nos acessos aos balneários no estádio Alvalade XXI.

Os do Sporting rapidamente alegaram que a notícia visava apenas criar polémica, porque os cartazes já existiam desde o início da época e até tinham sido aprovados e elogiados quer pela Liga, quer pela UEFA.

Este é um daqueles casos em que todos ficam mal na fotografia:

  • o jornal Público, a par de outros como o Jornal de Notícias, presta-se com alguma regularidade a fazer um certo jogo estranho de carácter regionalista. Têm preferências e mostram-nas, embora não o assumam.

  • De facto se os cartazes já existiam desde o início da época não se compreende que isso seja factor de notícia 4 meses depois, curiosamente dois dias antes do jogo com o Porto.

  • Por outro lado o Sporting cometeu o erro patético de tentar justificar com base em “diz-que-disse”s: quer a Liga quer a UEFA negaram terem tido conhecimento dos cartazes e, no caso da UEFA, pediu até que estes fossem removidos ou tapados nos jogos por si organizados.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O custo da A25 vs A5.

Há uns tempos o Jornal de Notícias lançava a bombástica notícia: A25 custa o triplo da ligação Lisboa-Cascais. Como os detalhes não estavam disponíveis na versão online fiquei sem saber que contas é que andaram a fazer para chegar a esses valores.

Dizem eles: «Um veículo ligeiro pagará por quilómetro 9 cêntimos. Este custo é o triplo do suportado por um ligeiro na estrada que liga Lisboa a Cascais». Ora por mais contas que faça, nunca consigo ter um custo de 3 cêntimos por quilómetro para realizar Lisboa-Cascais.

Segundo o que apurei, a tarifa “Estádio Nacional - Cascais” é de 125 cêntimos e corresponde a 16,28km, logo 7,7 cêntimos por quilómetro. Este é o troço da A5 que está concessionado e é pago. A porção “Lisboa - Estádio Nacional” não está concessionada nem é paga, pelo que nem sequer é lógico entrar no assunto. Mas ainda que fosse incluída nas contas, teríamos um custo de 125 cêntimos por 24,30km (16,28 + 8,02), o que dá 5,1 cêntimos por quilómetro.

Parece-me óbvio o intuito com que estas notícias são “plantadas” em certos tipos de meios de comunicação.


sábado, 15 de outubro de 2011

Algumas confirmações...

Nestes dias surgiram alguns exemplos que confirmam coisas sobre as quais tinha escrito por cá.

  1. Sobre a política via notícias ou notícias via política dois exemplos:

    1. No próprio dia em que é noticiado que Governo pondera introduzir novas portagens de Norte a Sul o Ministério da Economia desmente alargamento do pagamento de portagens.

    2. Dizia eu então: «(…) em vez de 30% de aumento da electricidade, esta poderá aumentar “apenas” 15%». Surgiram hoje notícias que o aumento da electricidade será de 5%… (embora estes aumentos da electricidade sejam uma ciência oculta que costumam esconder más-novas futuras).

  2. Ainda sobre as agressões de jogadores do porto na Luz soube-se que o árbitro “assegurou que tudo começou devido à exaltação de Fernando Oliveira, segurança do FC Porto, em relação aos Assistentes de Recintos Desportivo (ARD) que se encontravam no local. Frisou, no entanto, que não vislumbrou qualquer gesto provocatório por parte dos ARD (…)”. Continuam as provas a esclarecer o que se passou na realidade, bem como a demonstrar toda a farsa circense montada pelo clube do porto para branquear essa situação e ainda tirar proveito psicológico com isso.


Steve Jobs, Dennis Ritchie

Steve Jobs morreu a 5 de Outubro de 2011. O mundo comoveu-se e prestou-lhe uma devida homenagem, a uma escala verdadeiramente global. Até Cavaco Silva lamentou a perda.

Dennis Ritchie terá morrido a 12 de Outubro de 2011. Foi-lhe prestada uma homenagem moderada sobretudo em meios técnicos e mais fugazmente em alguns meios generalistas.

Dennis Ritchie, também conhecido pelas suas iniciais dmr, que designavam o seu username de sempre, foi um dos pioneiros da computação actual, criador da linguagem de programação C e co-autor do sistema operativo Unix. A sua influência em grande parte da tecnologia moderna é inegável.

Logo surgiram indignações pela diferença da proporcionalidade das reacções a ambos os óbitos. Steve Jobs teria sido endeusado, Dennis Ritchie ignorado.

Neste meu modesto e insignificante cantinho peço que se deixem disso. Tenho a certeza que dmr não daria qualquer importância a este tipo de coisas.

Percebo a crítica mas é algo com que já sabemos contar. Steve Jobs era uma estrela, estava para os CEOs das tecnológicas como a Madonna para a música. Tinha uma enorme massa de fãs e era uma figura pública com muito tempo de antena. dmr era um técnico (de excelência). Estava reformado, de vez em quando dava umas entrevistas a publicações técnicas, era reservado e não era estrela nenhuma. Até a sua morte foi reservada. Ainda hoje não se sabe ao certo a data, inicialmente falou-se em 8 de Outubro, agora fala-se em 12, mas a única certeza é que a notícia foi dada ao mundo no dia 14 pelo seu ex-colega e amigo Rob Pike, via google+, sem grandes detalhes.

Podemos criticar o, talvez exarcebado, valor que a sociedade presta a tudo o que é mediático em contraste com a forma que ignora o que não é. Mas que interessa isso? No final não tem qualquer importância.


domingo, 9 de outubro de 2011

Os profetas da desgraça.

Portugal está na bancarrota e não vai cumprir a dívida:

«O Bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, disse sexta-feira à Agência Lusa que o País está na bancarrota e que Portugal não vai conseguir saldar a dívida.»

Desde que a situação financeira do país se agravou que praticamente não passa um dia sem que algum “adivinho” faça previsões com elevado grau de certeza sobre o nosso futuro. Seja nacional ou estrangeiro, eles sabem com exactidão o que vai acontecer.

Nestas coisas os miúdos têm uma simplicidade fantástica e infalível… “quanto é que apostas?”. No meu tempo isso era suficiente para que os “sabe tudo” recuassem subitamente nas suas certezas absolutas. Excepto, claro, aqueles cheios de si que apostavam “o que quiseres” apenas para não respeitarem o apostado, sem honra e cobardemente, quando perdiam.

Portanto, a não ser que apostem qualquer coisa, o que seria efectivamente uma notícia, era óptimo que estes profetas se calassem com a conversa que já enjoa, e há muito que deixou de ser notícia.