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domingo, 18 de dezembro de 2011

O Amado em parvo Lopes.

Havia um tal amado lopes que pululava pelos fóruns da usenet no passado. Notabilizou-se pelas suas idiotas técnicas de “discussão”: perdia-se numa argumentação circular, punha palavras na boca dos outros, era fanático e, enfim, no geral era simplesmente parvo. Acabou por ou desistir ou ser deixado a “falar” sozinho.

Há uns tempos “encontrei-o” a ser enxotado de alguns blogs conhecidos e, mais recentemente, andava perdido a comentar notícias num jornal online. Tanto tempo e nada aprendeu.

Isto explica também o mito da “mudança de mentalidades” quando aplicado ao indivíduo.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

What's NOT hot on Google+

Infeliz a ideia da Google ao lançar um “What’s hot on Google+” e pregá-lo no topo da stream de todos os utilizadores, sem possibilidade de remoção. É estúpido e abusivo.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Frutas em baixo?

Aparentemente o afrutalhado do expresso reduziu a sua participação. E há muito que já não fala de futebol… talvez por alguns resultados recentes?

Seja por que for, boas notícias para o expresso!


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A falência das discussões web?

Ainda sobre a saga da comunicação na internet (I, II, III, e IV)…

Em Abril de 2004, numa troca de ideias sobre a falência das discussões na web, escrevia o seguinte:

«Actualmente o panorama de comunicação via internet é vasto e recheado de escolhas, tanto ao nível de protocolos como software que os implemente.

O velhinho mail continua a ser o campeão da comunicação mas os novos messengers e companhia são práticos para conversas em tempo real.

A nível da web, generalizou-se há uns anos (em Portugal, cerca de 1998) os fóruns de discussão. Tratava-se então de transpor o conceitos dos newsgroups para sites web, implementados através de CGIs. Mais recentemente (~2002) começou-se a popularizar o conceito de web log (blog), uma espécie de diário na web, onde cada pessoa regista os seus pensamentos e ideias para outros lerem e eventualmente comentarem.

Tem-se assistido nestes últimos anos ao crescimentos de blogs e simultaneamente ao desaparecimento dos fóruns de discussão web. Os blogs serão um fenómeno transitório: uma só pessoa não consegue produzir sistematicamente conteúdos interessantes. Pelo menos mais do que um conjunto de pessoas igualmente capazes. Daí se estranhe a falência que os fóruns web têm registado.

Alguns dos fóruns web fecharam por razões financeiras. Existiam para ter algum revenue e, ao falhar esse aspecto, os seus autores decidiram fechá-los. Outros, que funcionavam sem fins lucrativos e com base no esforço dos próprios autores, fecharam por falta de interesse destes. O que resta actualmente são alguns resistentes, que independentemente do tempo que durem ainda mais, encontram-se já em falência de conteúdos…»

Passados mais de sete anos achei interessante este texto, particularmente no contexto nacional. Muitas coisas que dizia então acabaram por se verificar: a maioria dos fóruns da velha guarda definharam lentamente (ver caso gildot, já cá falado) e os blogs entraram num declínio relativo, tal como os fóruns em geral.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O cemitério web.

Além do fenómeno copy-paste da internet, outro aspecto menos positivo é o cemitério web que tem crescido continuamente. É composto por projectos inacabados, testes, tentativas, experiências, etc, que nunca chegam a ser limpos.

A nível de domínios até existe uma boa reciclagem porque como a subscrição tem duração limitada e é paga, quem não está interessado acaba por não pagar, libertando o domínio. Mas no caso de subscrição em grandes plataformas gratuitas isso não acontece. Desde emails, blogs abandonados muitos sem uma única entrada, fóruns a projectos de software é incrível a quantidade de “coisas mortas” existentes, que ainda assim mantêm presença na rede e ocupam nomes por vezes até bem interessantes.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O mundo copy-paste.

Uma coisa que a internet veio reforçar foi a necessidade que temos de nos copiar. Na comunicação social já era um fenómeno notório, que se tornou mais evidente com o aumento de publicações da área: muitas notícias são cópias ou citações do material que foi publicado noutro lado.

Na internet o fenómeno massificou-se, com particular foco em blogs, fóruns web e, mais recentemente, nas redes sociais. Aí são poucos os conteúdos úteis que se criam, limitando-se a re-noticiarem as notícias do dia ou a replicarem temas de outros blogs que lhes tenham interessado.

Hoje em dia a internet, na componente de conteúdos noticiosos ou de opinião, é um grande mundo de copy-paste. Esta situação pouco valoriza o meio. Não acrescenta nada de novo ao que já se sabe e torna mais difícil pesquisar informação alternativa porque, como a mesma coisa é repetida em vários lados, as pesquisas retornam todos esses sítios como se fossem coisas diferentes.


sábado, 20 de agosto de 2011

O que motiva Sobral?

O maisfutebol deverá ser, na minha modesta opinião, um dos mais sui generis projectos de cobertura desportiva, pela negativa. Basta seguir o link anterior para ter uma ideia das minhas razões.

Uma publicação online que mais se preocupa em cobrir insólitos ridículos, expor esposas e namoradas dos atletas profissionais e avançar com títulos bombásticos para notícias banais, não abona muito a favor da relação entre os media e o desporto.

A cereja em cima do bolo são as opiniões do Luís Sobral. Mas isto sou eu a dizer. É a minha opinião. Já as do Sobral são verdades absolutas. Ele critica, julga e condena, tudo à velocidade da internet.

O senhor acha mal Carlos Martins ter ido para o Granada (mas não se preocupou com a ida da estrela em ascensão Ruben Micael para o Saragoça, por exemplo), acha mal que o Benfica tenha empatado na primeira jornada, mas gosta de… Laionel… quem? Não interessa, é o tipo que marcou o golo do empate ao Benfica!

Achou mal não ter percebido a transferência do Roberto para o Saragoça (aparentemente percebeu a do Ruben Micael, talvez pudesse explicar um dia destes, quando não houver novas namoradas de jogadores para publicar em bikini) mas depois de perceber continuou a achar mal. Antes já tinha achado mal o facto de Roberto estar a ser “mal-gerido” (hmm, será que se nota aqui um padrão?).

Achou mal durante o processo de transferência de Fábio Coentrão e depois da transferência ter sido feita achou mal que o melhor jogador do Benfica tivesse sido vendido (nenhuma palavra sobre o processo de transferência de Falcao?).

Etc etc etc etc … de facto este senhor acha tanta coisa mal sobre o Benfica e tudo o que lhe diz respeito, que a cada 3 vezes que acha qualquer coisa, 1 é para achar mal do Benfica. É uma paranóia que podia tentar curar em locais mais apropriados.

Usando uma expressão do próprio: “caro Sobral, continue a marrar”.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

A evolução da comunicação via internet IV

1, resenha histórica; 2, perspectiva pessoal, até IM; 3, perspectiva pessoal, dos fóruns às redes; 4, conclusão.

  1. as pessoas gostam, precisam e sentem necessidade de comunicar, e para o fazer arranjam vários meios;

  2. muitas das novas formas de comunicação são simplesmente revisões tecnológicas de conceitos já existentes, tornando estes últimos obsoletos;

  3. o mail continua a ser o fiel companheiro: pode ter perdido algumas das funções que já teve, mas continua a ser usado como contacto pessoal primordial;

  4. liberdade, direitos, facilidade de uso e acesso são factores essenciais para o sucesso de um modelo. Os fóruns do tipo slashdot morreram pela falta de liberdade, a usenet pela falta de acesso, as páginas pessoais pela “dificuldade” de edição e os fóruns web poderão vir a entrar em declínio pela falta de liberdade e direitos.


A evolução da comunicação via internet III

1, resenha histórica; 2, perspectiva pessoal, até IM; 3, perspectiva pessoal, dos fóruns às redes; 4, conclusão.

Os websites de notícias, com o modelo popularizado pelo slashdot, foram morrendo aos poucos. Após uma primeira vaga de clones do slashdot, como o gildot por cá, o seu modelo começava a revelar-se insuficiente: “Tenho que submeter uma história para aprovação? Não posso apagar os meus artigos? Corrigi-los? Porque tenho uma janela ridiculamente minúscula de edição?”. As alternativas que surgiram, primeiro com os blogs, e pouco tempo depois com os clones web dos antigos fóruns BBS e da Usenet, foram a machadada final na esmagadora maioria destes sistemas. Ironicamente o original slashdot continua bem vivo e de boa saúde.

Os blogs representam a vitória da preguiça e do pragmatismo. Apenas permitem um pequeno subconjunto do que se podia fazer com uma página pessoal, mas com uma estrutura pré-estabelecida, consistente e trabalho mínimo de edição — basta escrever! — permite realizá-lo facilmente e com resultados agradáveis.

Há vários factores de risco para os blogs contudo, a começar pela ausência de comunidade. Muitos blogs morrem da mesma maneira como começaram: solitários. Nos dias que correm não faço ideia como tem sido a evolução dos conteúdos produzidos em blogs, nem tão pouco a sua comparação com os produzidos noutros sistemas.

Fóruns web… os fóruns sempre foram atractivos. Basta ver na resenha história que foram dos primeiros modelos a ser criados, ainda antes da internet oficial. Juntam a fome à vontade de comer, que neste caso são a comunidade com a vontade de “falar”. Os fóruns acarretam os seus problemas, relacionados sobretudo com questões de comunidade: comportamentos, liberdade e direitos. Tenho dúvidas se não se trata de um modelo em risco de se tornar obsoleto.

Não sou grande adepto das redes sociais, mas admito que exploraram um modelo que faltava: agregaram os principais modelos de comunicação já existentes e lançaram-nos em cima de uma rede de redes pessoais. Com isto conseguiram o melhor dos vários mundos: comunicação instantânea, aliada à facilidade de publicação de media, com criação de tópicos na hora, que se transformam rapidamente em mini-fóruns, etc, tudo em “liberdade” plena. Em teoria é o modelo de comunicação perfeito. Tem o risco de exposição excessiva e consequente problema de privacidade, bem como alguma inversão de papéis quando a rede social passa a funcionar como motor da vida social.


A evolução da comunicação via internet II

1, resenha histórica; 2, perspectiva pessoal, até IM; 3, perspectiva pessoal, dos fóruns às redes; 4, conclusão.

O mail continua a ser o método de comunicação mais óbvio. Foi o primeiro a surgir, por cópia directa do modelo do correio clássico. O seu uso como sistema de comunicação generalista caiu, devido ao aparecimento novos conceitos. Hoje em dia o mail funciona sobretudo como:

  • ferramenta de trabalho: marcar reuniões, enviar por escrito o que antes era feito por papel, envio de ficheiros em anexo;
  • ferramenta de negócios: avisos de pagamento ou outras acções, confirmações de encomendas, …

Nisto perdeu-se o uso para fins virais (repetição de piadas, insólitos e afins) e para fins de “contacto” pessoal, usando-se agora as redes sociais, fóruns e blogs para isso.

BBS e usenet newsgroups foram tornadas obsoletas com nova tecnologia e reinvenção de conceito, via fóruns web. Tal como aconteceu com o IRC, via sistemas de instant messaging (ver mais à frente sobre estes).

As páginas pessoais são usados ainda no meio académico e científico, mas definitivamente caíram em desuso para tudo o resto. Servindo as páginas pessoais para publicar o que de interesse tem a pessoa e requerendo um mínimo de conhecimentos (html) e capacidade para o fazer (estruturação), percebe-se facilmente a sua queda em desuso…

Os sistemas de instant messaging foram um sucesso na hora. Mataram os sistemas arcaicos com o mesmo conceito e entraram na vida dos utilizadores da internet. “Falar” em chat sempre foi um atractivo dos computadores e suas redes. Lembro-me de ver salas de computadores ligados à internet para fins de aprendizagem cheias de gente a “falar no IRC”, o sistema desse tempo. Hoje em dia vejo pessoas a gastar horas de tempo de trabalho diário em messaging. Há empresas que bloqueiam ou tentam bloquear alguns destes protocolos, mas logo surgem alternativas. No fundo é o escape do trabalho. Com um messenger à mão, fala-se em tempo real com a família, amigos, seja o que for. E pode-se fazê-lo em horário de trabalho, sem que ninguém oiça o que se está a dizer (embora se perceba o que está a fazer) e de forma gratuita. Tudo em oposição ao que acontecia no passado com o uso do telefone. Tem uma virtude ao menos: permite “falar” em trabalho, de trabalho, sem fazer barulho nem incomodar ninguém.


A evolução da comunicação via internet I

1, resenha histórica; 2, perspectiva pessoal, até IM; 3, perspectiva pessoal, dos fóruns às redes; 4, conclusão.

Algo que tem acompanhado a evolução do ser humano é a comunicação: precisamos de comunicar uns com os outros. E passamos a vida a inventar meios para o fazer ou adaptar outros para tal. Isso aconteceu com a internet (e predecessores).

Segue-se uma breve resenha histórica de acontecimentos que eu considero importantes para o tema:

  • mail (~1960): foi o primeiro dos meios de comunicação a surgir nos computadores. Apareceu ainda antes das próprias redes entre computadores existirem. Funcionava para troca de mensagens entre utilizadores da mesma máquina. Mais tarde acompanhou a evolução das redes, tendo sido criados protocolos específicos não só para enviar mails entre utilizadores de máquinas diferentes, como também para permitir aceder ao mail remotamente.
  • BBS e usenet newsgroups (~1978/1979): os verdadeiros percursores dos fóruns online (nesta altura não havia sequer internet: as BBSs popularizaram-se por acessos dial-up e os newsgroups usavam a rede usenet). Estes sistemas popularizaram o conceito dos fóruns em rede acessíveis por computador.
  • — marco histórico, internet ~1983
  • IRC (~1988): permitia conversação em tempo real entre utilizadores. Anos antes já havia sistemas equivalentes, como o talk dos sistemas Unix, e o phone do VMS. Mais tarde reinventou-se o conceito com os sistemas de instant messaging.
  • — marco histórico, web ~1991
  • páginas pessoais (~1993/1994): umas das primeiras utilizações da nova web e a sua linguagem html foi a constituição de páginas pessoais. Tipicamente serviam para as pessoas disponibilizarem informação sobre si que achassem pertinente publicar, desde contactos, currículo, trabalhos realizados, etc.
  • ICQ (~1996): a reinvenção da comunicação em tempo real, rebaptizada de instant messaging. Sucedeu-se um leque de sistemas semelhantes, tendo praticamente cada grande empresa ligada à internet o seu (yahoo: YIM, microsoft: MSN, google: gtalk, … ).
  • websites de notícias (tipo slashdot - ~1997): o objectivo era a publicação de notícias, feito por editores, sendo estas comentadas por utilizadores. Os comentários tornavam este sistema numa espécie de fórum.
  • blog (blogger ~1999): uma espécie de diário online, que rapidamente se impôs, especialmente em detrimento das páginas pessoais.
  • fóruns web (motor phpbb - ~2001): a transposição para a web dos fóruns da usenet e das BBS. No fundo uma migração de tecnologia.
  • “redes sociais” (myspace, hi5, facebook - ~2003/2004): uma agregação inteligente de vários conceitos anteriores (blog, fórum, IM) associados a uma rede de contactos do utilizador (redes de amigos, ligações, …).

sábado, 14 de maio de 2011

Os "ocupados" da web

Não me deixa de surpreender a ironia suprema quando alguém que passa centenas de horas em fóruns, blogs e afins acusa outros de terem “demasiado tempo livre”.


gildot transformado em arquivo

Em Setembro de 2009 escrevia sobre o gildot: «Gradualmente perderam-se as notícias, as contribuições, os bons comentários, resumindo, o interesse. E sem interesse, o fórum enquanto fórum desapareceu. À data em que escrevo isto o site continua teimosamente no ar, apesar de já estar “morto” há muito tempo. E isto é um fenómeno interessante por si: é que os donos do site nunca tomaram a decisão de o fechar (como aconteceu com o ptnix), não houve bater de portas, nem despedidas melo-dramáticas como noutros lados. Simplesmente foi-se definhando… pura e simplesmente perdeu interesse.»

Há dias verifiquei que entretanto o gildot foi transformado em arquivo, i.e., continua a mostrar a informação que tinha mas abandonou o modelo de fórum que possuía. É positivo, já que permite manter viva a informação respeitante a um período, produzida em Portugal, por portugueses, ainda que, verdade se diga, tudo aquilo ser obsoleto hoje em dia e ser algo irrelevante para ter interesse “histórico”.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sócrates 2011 e as aldrabices virais

Confesso que nunca percebi a razão pela qual tanto se inventa e, sobretudo, divulga, tantas aldrabices.

Dito isto, acaba de nascer mais um “”facto“” viral: o domínio socrates2011.com foi criado em 24 de Fevereiro de 2011, mas os eventos que levaram à demissão do governo apenas aconteceram umas semanas depois. Logo… todo o processo demissionário teria sido uma encenação calculista, já que o site de apoio à campanha teria sido criado anteriormente.

Acontece que esse site foi criado para servir de apoio à recandidatura de Sócrates a secretário-geral do PS no congresso a decorrer posteriormente. Percebe-se não só pelo conteúdo do site mas, duvidas houvesse, encontramos nesta “notícia”, datada de 24 de Fevereiro de 2011 o seguinte cartaz, que parece bem explícito.

image

Não se goste do homem à vontade, mas não inventemos.


segunda-feira, 21 de março de 2011

O menosfutebol outra vez...

Deve ser chato ser-se jornalista com críticas a chover de todos os sectores. Mas mais chato é ter que gramar com jornaleiros parciais e tendenciosos. O maisfutebol é um exemplo disso. Vejamos o seguinte caso: após provocações verbais por parte de outro clube da praça, o Benfica respondeu através do seu director de comunicação. O maisfutebol publicou as provocações do outro clube. O maisfutebol não publicou a resposta do Benfica.

Transcrevo o comentário que alguém deixou perante essa atitude, e que demonstra na perfeição a falta de isenção desse “projecto”: Hoje, na sala de imprensa do SLB foram emitidas declarações de 3 elementos ligados ao clube: Javi Garcia, jogador do SLB, Jorge Jesus, treinador do SLB e João Gabriel, director de Comunicação do SLB. O site maisfutebol, publicou as declarações dos 2 primeiros, mas deste último nem uma linha publicou. Partindo do princípio que estamos perante jornalistas sérios e imparciais que procuram exercer a sua profissão da forma mais digna possível, gostava de lhes perguntar o porquê da omissão completa das declarações deste elemento da SAD do SLB? Não é que essas declarações sejam muito relevantes para o que quer que seja, mas foram proferidas em resposta directa a outras declarações, essas sim publicadas aqui no maisfutebol, de um dirigente de um outro clube de futebol. Os senhores jornalistas não consideram o direito de resposta um valor importante, num estado de direito, mesmo que que não concordem com o que é dito? Não será isto uma forma parcial e vergonhosa de exercer uma profissão que deveria ser digna e séria? E assim se vai minando um projecto que até era uma bela ideia….

Nem mais! Só discordo da parte “um projecto que até era uma bela ideia”.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Então frutas, agora não comentas?

Então e agora, oh frutas, não pias?


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O expresso e o afrutalhado

Ainda a propósito do afrutalhado do expresso, repito a análise dos menos da comunicação social web 2010 referente a este:

Na ânsia de [no expresso] se modernizarem e adaptarem à nova web foram repescar um conceito com 10 anos, os blogs. E o que trouxeram alguns desses blogs? Futilidades, devaneios casuais, ausência de rigor e até mesmo fanatismos pessoais, como o caso do afrutalhado. Sugere-se uma reanálise à quantidade e qualidade dos blogs adoptados.

É que um blog a título pessoal pode ser tudo isso, um blog publicado numa instituição noticiosa devia ser (muito) mais que isso.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O caso do fórum ah III

1, introdução; 2, estado das coisas; 3, reflexão.

Será legítimo que o dono de um fórum tenha total poder e controlo sobre o mesmo? À partida sim, paga a infraestrutura física e suporta a instalação e manutenção do software. O dono, ou os seus representantes, têm a "liberdade" de tornar um fórum ditatorial -- eles ditam o que tem de ser feito -- de impor as condições de uso que queiram, proibir o que lhes der na gana, reservar o direito de admissão, etc.

Adicionalmente qualquer utilizador só usa esse fórum, ou um site genericamente, se quiser. Eu, por exemplo, não sou utilizador do fórum ah.

Mas havendo utilizadores desses sistemas, não terão eles quaisquer direitos? Todas as condições que lhes são impostas para acesso aos serviços serão legais? Não sei. Faz sentido que os conteúdos escritos pelos utilizadores a eles pertençam, por exemplo. É de resto comum os sites declinarem responsabilidade face aos conteúdos produzidos pelos utilizadores. Portanto se declinam a responsabilidade dos conteúdos é porque não os consideram sua pertença. Por outro lado estes são efectivamente escritos por outrem e os seus direitos não foram transmitidos ao dono do fórum. Ainda que houvesse uma cláusula de utilização do fórum nesse sentido -- que pelo que sei, não costuma haver -- provavelmente seria abusiva, pois o utilizador estaria a ceder os direitos à sua propriedade intelectual apenas pelo direito de usufruir o fórum.

Assim sendo, um utilizador banido não deverá poder reclamar todos os conteúdos que escreveu num dado site? Diria que sim. Adicionalmente isso daria algum equilíbrio à actual relação de poder entre os donos dos sites e os seus utilizadores. O dono ou representante do site, ao expulsar um utilizador, corria o risco de perder todo o conteúdo por ele produzido.

No caso do fórum ah, pela quantidade de comentários existentes autoria de utilizadores "banidos", isso traduzir-se-ia num enorme decréscimo do seu património. O que diminuiria o seu interesse, captaria menos utilizadores. Ao não acontecer, o ah beneficia do melhor que os utilizadores lhe dão -- a informação -- e livra-se deles quando se tornam indesejáveis aos seus donos ou representantes.

Outra questão pertinente é a legitimidade das condições impostas. Por um lado estamos a falar do direito à propriedade. Eu crio algo, esse algo é meu. Por outro, se esse algo se tornar demasiado interessante perante a comunidade posso continuar a condicioná-lo arbitrariamente? A minha liberdade individual diz-me que sim, o interesse colectivo diz que não. Por exemplo, tendo em conta os mais de 500 milhões de utilizadores do facebook, poderão os seus donos, ou representantes, arbitrariamente expulsar utilizadores ou impor condições abusivas, como obrigar à cedência de dados estritamente pessoais? Muitos utilizadores provavelmente acham que não. Eles consideram-se no direito de usar o facebook em condições razoáveis, apesar do facebook ter donos, ser privado e poder ser gerido de livre arbítrio.

E o que diz a lei sobre este? Não faço ideia. Nem sei se a lei portuguesa terá algum artigo obscuro aplicável à situação. Mas é expectável que venham a ser produzidas leis específicas para lidar com estes casos porque com o crescimento contínuo da utilização da web, estes problemas tenderão não só a aumentar, como a "subir de tom".

Nota: o fórum ah -- na sua vertente offtopic em particular -- foi usado apenas como exemplo para esta reflexão, devido à sua conjugação de características relacionadas com o tema.

O caso do fórum ah II

1, introdução; 2, estado das coisas; 3, reflexão.

Navegando na secção offtopic do fórum autohoje rapidamente saltam à vista vários factos:

  • uma enorme quantidade de (ex-)utilizadores banidos;
  • um regime de funcionamento ditatorial (algo relativamente comum à generalidade dos fóruns);
  • exercício de poder discricionário.

Pesquisando um pouco mais chegam-se às "causas" deste statu quo:

  • utilizadores não cumprem as regras;
  • sem regras o site acabaria por se transformar num caos, palco constante de insultos, desagradável, sem interesse e eventualmente acabaria por fechar.

(continua)

O caso do fórum ah I

1, introdução; 2, estado das coisas; 3, reflexão.

Nota importante: não sou, nem nunca fui, utilizador do fórum ah.

Dito isto... é quase impossível usar a web sem fazer pesquisas e é pouco provável pesquisar em português sem acabar por encontrar o fórum ah. Isso não se deve ao seu principal tema, automóveis, mas sim à sua vasta secção de offtopic. O offtopic é uma secção generalista comum a muitos fóruns. Lá fala-se de tudo um pouco. A maior parte dos fóruns que a possui ou não têm dimensão suficiente / longevidade para constituir um offtopic rico ou usa procedimentos automáticos de purga dessa secção, por não ser tema do fórum.

No caso do fórum ah existe dimensão (muitos utilizadores), longevidade e arquivo da secção offtopic (existem mensagens nessa secção datadas de 2006). Isto constitui um património imenso de conhecimento, de experiências, de casos reais contados na primeira pessoa. Também constitui uma enorme colecção de lixo, disparates, conversa da treta inócua, ardis mais ou menos bem elaborados.

(continua)