segunda-feira, 21 de julho de 2014

The name is football.

O nome é football, ou convenientemente adaptado a cada língua: futebol, fútbol, Fußball, fotbal, fodbold, fotball, futbal, fotboll, futbol, …

O termo soccer é originário de Inglaterra. Deriva de football association + er. Além de Inglaterra, tornou-se popular noutros países noutros países de língua oficial inglesa, como o Canada, Estados Unidos ou Austrália, nos finais do séc. XIX, inícios do séc XX, a par de football.

O termo football acabou por se universalizar. De tal forma que quase todos os países se referem à modalidade como football ou pela sua versão nativa.

Estupidamente os EUA continuam a insistir no obsoleto soccer. Mais estúpido é constatar como essa insistência é forçada. Em 1913 a federação de futebol americana era criada sob o nome America Foot Ball Association, em 1945 mudou o nome para United States Soccer Football Association, e em 1974 finalmente mudaram o nome para o actual United States Soccer Federation. Ou seja, quanto mais se universalizava o termo football mais eles sentiram necessidade de o transformar noutra coisa.


terça-feira, 15 de julho de 2014

FIFA WC2014: Messi, o melhor?

Ahah! Não sei como a FIFA ainda consegue fazer estas piadas… sem se rir.


Assembleia da República e custos...

Notícia do dia: “Impressão em 3D para o Parlamento custou 18 mil euros”.

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Ao contrário de muitas obras de arte, até acho esta de bom gosto. Mas não foi a presidente desta casa que questionou a trasladação do grande Eusébio para o Panteão Nacional por questões de custos?


domingo, 13 de julho de 2014

A banca do diabo!

Os primeiros “banqueiros” surgiram por necessidade, na antiguidade. Faziam a equivalência entre bens nos mercados, quando a troca directa era prática comum.

Com a adopção generalizada da moeda, rapidamente as pessoas começaram a fazer empréstimos entre si. Daí a aparecerem entidades para intermediar o processo foi um passo, e eis-nos perante os bancos.

Podemos dizer que o crédito é algo natural na sociedade humana. Já existia em comunidades históricas, na forma de crédito de serviços e bens. Por exemplo, alguém ajudava outrem na lavoura, esperando uma ajuda recíproca mais tarde. A moeda apenas serviu para quantificá-lo, tornando-o preciso.

O papel da banca como intermediário financeiro sempre foi aceite pela sociedade: havia uma imagem de rigor, segurança e isenção, o que fornecia a confiança necessária para que as pessoas entregassem os seus valores aos bancos.

Tornou-se, com o conluio dos governos, um ponto de paragem obrigatório a virtualmente qualquer cidadão, aumentando a sua dimensão de forma colossal. Com o tempo a banca evoluiu de forma absurda, tornando-se um negócio em si – oferecer empréstimos para comprar acções do próprio banco?

A banca como negócio não tem sustentação própria, a banca sustenta-se nos negócios externos que suporta.

A dimensão a que a banca chegou conjugada com demasiadas apostas falhadas e esquemas indevidos de remuneração, ignoradas pelos estados, levou a prejuízos enormes que todos agora temos de pagar. Isto para suportar uma banca da qual nos fomos tornando dependentes.


Trim, trim...

Casos da vida.

  • Toca o telemóvel, e reparo que se trata de um número que não conheço. Atendo, é engano.
  • Pouco depois volta a tocar. Atendo e digo (constato!) que trata-se do mesmo número para que acabou de ligar.
  • Pouco depois volta a tocar… Desta vez rejeito a chamada.
  • Isto repete-se umas 4 ou 5 vezes até que desligo o telemóvel.

Nunca entendi a confusão que algumas pessoas fazem com os números de telefone. Um engano na marcação ou outro tipo de confusão é normal, mas insistir irracionalmente na coisa não. Este tipo de peripécias acontece recorrentemente. Até já cheguei “a ser” um distribuidor da Olá.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Tribunal Constitucional é o novo Cavaco, Sampaio ou Soares.

Ao longo da actual República, de um modo geral, os governos com maioria absoluta coexistiram com presidentes antagónicos politicamente.

Desde Cavaco:

  • Cavaco, 1985-1995, vs Mário Soares;
  • Guterres nunca formou governo sustentado por maioria absoluta no parlamento;
  • Durão/Santana, 2002-2005, vs Jorge Sampaio;
  • Sócrates, 2005-2011, vs Cavaco Silva.

Estes presidentes por várias vezes funcionaram como contra-poder ao Governo, ora vetando leis, ora mandando os famosos recados ou até remoques em intervenções públicas. “Há vida para além do défice”, dizia Sampaio, que chegou mesmo a dissolver a Assembleia da República (AR) sem qualquer razão plausível para tal.

Mas na corrente configuração Cavaco-Passos isso não existe. Cavaco é transparente à acção do Governo, não funcionando como contra poder. E é aí que entra o Tribunal Constitucional (TC). Todas as decisões de inconstitucionalidade tomadas pelo TC até agora foram opiniões subjectivas baseadas nuns poucos artigos genéricos da Constituição. Dois (2) na maioria dos casos! Ou seja, foram decisões políticas de contra poder.

O TC é a concretização possível de não ter “todos os ovos no mesmo cesto”, expressão usada copiosamente por Cavaco Silva nas eleições presidenciais de 1995, para impedir que o Partido Socialista acumulasse Presidência e Governo. Em 1995 isso acabou por não ser problema: Guterres nunca teve maioria na AR, funcionando este como equilíbrio de poder natural.

No fundo isto corresponde à ideia de bom senso que o poder não deve estar concentrado na mesma facção. Em Portugal isso assume especial significado, dado que recentemente escapámos a 48 anos desse modelo.

O grande problema de tudo isto é a falta de equilíbrio revelada por um regime que precisa de recorrer ao TC para encontrar equilíbrio político.


sábado, 5 de julho de 2014

FIFA WC2014: o sequestro da selecção.

A selecção da FPF não foi a primeira, nem será a última, a ser traída pela má forma da sua principal vedeta. Quem não se lembra do Brasil perder a final de 1998 por 3 golos sem resposta… e o subsequente confronto entre os jornalistas brasileiros e o seleccionador brasileiro. Os jornalistas inquiriam o seleccionador sobre a inclusão do Ronaldo, o melhor jogador do Brasil de então, apesar da sua má forma nessa altura.

Uma questão de estatuto

Quem diz que o estatuto não pesa apenas tenta fugir a uma realidade difícil de contornar. Quem faz parte de um núcleo estável, eleito – alegadamente – pelo mérito, ganha estatuto. E esse estatuto garante-lhes beneplácitos que não estão ao dispor de outros.

Uma questão de pragmatismo

Só que o estatuto não ganha jogos. O estatuto é um benefício de dúvida. Quando deixa de ser tratado como tal, passa a ser um sequestro de competência.

O que no fundo resume o que foi a selecção da FPF neste mundial.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

FIFA WC2014: o que devia mudar.

O mundial de 2014 tem sido uma boa edição – malfadada a participação portuguesa –, mas há 3 coisas que gostaria de ver mudadas.

  1. erros graves de arbitragem

    Depois do vergonhoso Japão-Coreia 2002 a FIFA continua a insistir em enviar árbitros de segunda linha ao mundial. Na fase de grupos amontoaram-se os erros graves. A FIFA devia introduzir tecnologia para ajudar a decidir lances. Já se faz noutras modalidades, não faz sentido chegar a este nível e ver golos mal anulados ou penaltis por marcar (a alguns).

    O argumento “o árbitro também erra, tal como os jogadores” não faz sentido. Os jogadores são o que leva as pessoas aos estádio. Muitas vezes é o erro dos jogadores que faz o resultado e isso é o espectáculo. Ser o erro do árbitro a fazer o resultado é um infeliz efeito secundário.

  2. prolongamento sem substituições extra

    Há muito que as substituições se tornaram uma ferramenta. Permitem fazer alterações tácticas, refrescar a equipa, … Ora se existem 3 substituições permitidas durante o tempo normal (90 minutos), porque não permitir mais 1 quando há prolongamento (30 minutos)?

    O estado em que os jogadores terminam o prolongamento é lastimável.

  3. transmitir o jogo em directo nos painéis do estádio

    Acabem com isso, por favor. É confrangedor ver toda a gente no estádio a olhar para os painéis sempre que são focados. Aquilo são autênticas selfies feitas pelo realizador.

    O público quando se vê entra em histeria. A equipa está a ser goleada e prepara-se para ser eliminada? No problema, estamos no painel.

    E qual a primeira reacção dos jogadores quando terminam uma jogada – especialmente quando falham um lance? Verem-se no painel.

    Nem os treinadores e restante staff técnico resiste à tentação.

    No apogeu da geração das redes sociais, da geração do eu, pôr um painel gigante com gente a ser focada é um maneirismo.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

História mal contada.

É costume dizer-se que a História é escrita pelos vencedores1, embora isso não seja sempre verdade. O que há é nações que vendem melhor a sua versão. Neste particular, Inglaterra primeiro, e Estados Unidos mais tarde, são verdadeiros marketeers de História.

O curioso é como os outros países alinham. Por exemplo, o episódio da “Armada Invencível” é totalmente mal contado no ensino de história em Portugal, que conta a versão parcialmente deturpada, parcialmente inventada, dos ingleses.


  1. George Orwell escreveu esta frase, mas existem várias expressões semelhantes atribuídas a diferentes pessoas, juntamente com dizeres de origem e data incerta.↩


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Os viciados na opinião, vulgo, comentadores.

Creio ter sido nos anos 90 do século passado que se dinamizou a figura do comentador. Surgiu por extensão ao editorialista e começou a ocupar parte significativa dos jornais. Hoje estão em todo o lado: rádios, televisões, web, papel.

Uns falam sobre política, outros sobre desporto, e outros de tudo um pouco. Há quem, aparentemente, viva disso. Para outros trata-se de um rendimento extra. Mas todos parecem ter um especial prazer na actividade bem como em serem “ouvidos”: a necessidade de palco. Na verdade quase todos gostamos de palco.

Os comentadores de maior estatuto tipicamente são (ex-)jornalistas ou (ex-)políticos e têm espaço garantido nos massmedia.

O vício, como tantos outros vícios, por vezes origina situações confrangedoras.

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Mas nem só de comentadores conhecidos vive o vício. O comentador anónimo viu o seu espaço aparecer nas caixas de comentários dos sites dos massmedia. Qualquer artigo que por lá apareça é inundado por uma tribo comentarista. Cada tribo tem um núcleo permanente – embora não exclusivo – de escribas, formando-se uma pequena comunidade ad-hoc.

É um fenómeno interessante.


sábado, 28 de junho de 2014

1ª guerra mundial, o princípio do fim da instabilidade europeia...

Em 28 de Junho de 1914 deram-se os eventos que conduziram à primeira guerra mundial (1GM). Apesar do nome, foi uma guerra essencialmente europeia, tornada mundial devido às possessões europeias no mundo.

Num continente europeu historicamente instável, marcado por constantes guerras entre nações, o final do século XIX assistiu à consolidação do império austro-húngaro e à formação de dois novos países, Itália e Alemanha. Esta última viria a alterar o equilíbrio de forças existente na Europa, até aí dominado sobretudo por ingleses e franceses.

Esta grande guerra foi o princípio do fim da instabilidade europeia, bem como do poder da velha Europa, grandemente sustentado pelo colonialismo. Quando terminou, o impacto na Europa foi colossal: impérios desmoronados que não mais surgiriam, novas nações surgidas, outras renovadas. Forma-se a Liga das Nações, precursora da ONU, para garantir, apesar de fracassadamente, a paz mundial.

No entanto a 1GM deixou demasiados assuntos mal tratados. A segunda guerra mundial, poucos anos depois, finaliza o que a 1GM tinha começado. Os países europeus deixam de ser potências à escala mundial, inicia-se a descolonização generalizada, os Estados Unidos surgem como a super potência emergente e a Europa finalmente estabiliza (exceptuando a Europa de leste).


sábado, 28 de setembro de 2013

Comunicado SLB.

Tinha escrito o texto anterior ontem, antes do comunicado de hoje do Benfica. Citando parte deste: "O Jornal de Notícias já foi um jornal sério e de referência. Já foi respeitado e conceituado. Já foi um jornal. Mas isso foi no tempo em que os seus directores eram gente de outra estirpe. Na sua edição deste sábado, publica o Jornal de Notícias um comunicado sobre mau jornalismo, foi pena que não façam mea culpa pela prática com que tem brindado os seus – cada vez menos – leitores, nos últimos anos.

(…)

Na passada segunda-feira, apressaram-se – o mesmo jornal – a trazer na primeira página os erros pelos quais, e segundo eles, uma determinada equipa tinha sido prejudicada e, em consequência disso, empatado. Nesta sexta-feira, pelos vistos não houve erros, pelo menos dignos de ganharem referência na primeira página e, mesmo lá dentro, o máximo onde se atrevem a ir é a palavra “discutível” para descrever um determinado lance que, por acaso, decide esse mesmo jogo.".

O Benfica capitaliza moralmente sobre um jornal que se tornou há muito imoral.


Facciosismo desportivo do JN e Jogo.

Já em Maio de 2005 escrevia escrevia, sobre a propaganda Portista: Órgãos de comunicação social “amigos” encarregam-se de espalhar a mensagem, através de notícias parciais. São sempre os mesmos: Jornal de Notícias , O Jogo, agência Lusa, e alguns amigos individuais espalhados por outros meios.

Não admira que o SLB tenha referenciado o “Jornal de Notícias” e “O Jogo” no seu comunicado na semana passada, alertando para a incoerência das suas capas perante ocorrências semelhantes de jogo, conforme prejudicassem ou beneficiassem o Porto. Os seus editoriais de rebate foram duríssimos, em particular o d’O Jogo. Mas bastou uma semana para revelarem a fraude que são.


Eleições CM Porto

Deve ser triste votar no Porto, onde se pode escolher entre um faccioso regionalista e um fanático regionalista.

Qualquer que seja a escolha, já perderam.


Outra vez Pedro Proença?

Pedro Proença começa a tornar-se num daqueles filmes de terror com infindáveis sequelas: quando esperamos ter-nos livres dele, aparece de volta pior que nunca.

Factos “Pedro Proença”:

  1. em dúvida prejudica o Benfica;
  2. sem dúvida beneficia o Porto.

O penalti de hoje no Porto 1-0 Guimarães é apenas mais um na longa lista de números de batota com que esse clube se habituou a ganhar.