domingo, 14 de março de 2010

Santana para Cavaco: era esta a boa moeda?

Durante o congresso do PSD, discurso de Santana, dirigindo-se a Cavaco Silva: era esta a boa moeda? Ouch!

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Agarrem-me senão... "

(fonte "CM")

Quem não se lembra daquela situação patética em que alguém exaltado grita "Agarrem-me senão eu vou-me a ele"? Na realidade não vai, mesmo que ninguém o agarre. Porque é "só garganta" como se costuma dizer.

Ora, hoje soube-se que a comissão disciplinar da Liga decidiu arquivar o fantasioso "apito vermelho".

E porquê? Porque o senhor pediu uma investigação, a investigação foi feita, mas quando chegou a hora de falar... calou-se!
"Considerando que, apesar de chamado a prestar depoimento, o dirigente [Pinto da Costa] não prestou quaisquer declarações e que, por isso, não concretizou as afirmações publicamente proferidas, não puderam ser realizadas quaisquer outras diligências probatórias, por manifesta falta de indícios", pode ler-se no acórdão da comissão disciplinar como justificação para o arquivamento."
É o mesmo ridículo do "agarrem-se senão...". Lançar acusações é fácil, sustentá-las nem que seja sequer com indícios já é mais complicado.

Ainda sobre o último "Sinais de Fogo"...

Voltando ao último "Sinais de Fogo" de Miguel Sousa Tavares (MST), o que intriga aqui é como se entrega o horário nobre de um canal televisivo a um mau profissional. A SIC tinha aqui uma óptima oportunidade de combater o previsível, aborrecido e parcial "Prós e Contras" para o qual já não há pachorra (outro programa que há muito entrou na minha lista de coisas a ignorar). Mas entregou a autoria dessa alternativa a alguém que se limitou a inventar um programa em que na primeira parte repete outra mais uma vez as opiniões que propaga até à exaustão noutros meios, e que na segunda faz uma espécie de monólogo irritante disfarçado de entrevista.

Independentemente de se gostar ou não do MST, há que ser honesto: ele mente nas suas opiniões, recheando-as de vários "factos" falsos, ora inventados ora exagerados ora deturpados. É também capaz de raciocínios completamente perversos como a história das crianças a propósito do tabaco, entre várias outras coisas ridículas. É legítimo que alguém assim dê a sua opinião, claro, todos temos direito à mesma. Ter espaço nos 'media' é uma questão de vender ou não. Ter um programa de informação já se exige um pouco mais, como, talvez, ser informativo? Ora não foi o que se passou. A primeira parte é a repetição das opiniões que propaga em tudo quanto é lado, como dito acima. Mais do mesmo, mas tudo bem, é uma decisão da SIC. A segunda parte é uma suposta entrevista. Uma entrevista significa colocar questões e ouvir as respostas. Não tem que ser imparcial, embora desse algum jeito, mas tem que ouvir e deixar ouvir aos espectadores o que o entrevistado tem a dizer, senão não faz sentido haver um entrevistado.

Em várias críticas ao programa dizia-se que tinha sido uma entrevista "à Manuela Moura Guedes" (MMG), mas discordo. Nem que seja pelo simples facto de que a MMG deixava os convidados responderem. Isto pareceu-me mais uma re-edição do estilo Margarida Marante, de quem o Sousa Tavares é um amigo confesso. De resto, chegaram a ter um programa de entrevistas conjunto que foi um fracasso de curta duração, com o mesmo estilo trauliteiro, que não contribui em nada para informar ou esclarecer o que quer que seja. A Marante entretanto caiu em desgraça e o que é certo é o que esse seu estilo de entrevista-lixo não mais voltou... até agora. O MST aqui fez lembrar-me um pouco o Herman José, quando tentou continuar a ter piada com os mesmos formatos do passado mas já ninguém lhe achava graça. Este formato de "entrevista" do MST já não funciona, se é que alguma vez funcionou. Para piorar há uma diferença enorme entre a Marante do passado e o MST de agora: a primeira preparava-se até à exaustão, havia o mito de que ela sabia mais de um dado tema do que o próprio convidado, na ânsia de o "apanhar" em directo. Mas aqui notou-se uma falta de preparação, dá ideia que o MST ficou relaxado, preguiçoso, demasiado crente na sua superioridade intelectual e senso próprio que já não precisa de fazer o trabalho de casa. É como se o Ronaldo achasse que por ser tão bom já não precisasse de treinar.

Acredito que a produção vá ter que negociar de algum modo com futuros convidados, sob pena de os não ter. Mas para mim já é irrelevante porque tornou-se em mais um programa para ignorar.

terça-feira, 2 de março de 2010

"Sinais de fogo", Miguel Sousa Tavares: vergonhoso.

Não vi o programa em directo e aproveitei o site da SIC para apanhar a entrevista.
A "entrevista" foi a Gonçalo Amaral, o inspector da judiciária mais conhecido pelo caso Maddie.

Sobre o MST já se conhece a peça: um destilador de veneno profissional, capaz dos maiores fanatismos e atropelos à verdade na defesa das suas opiniões. Só que fazer isso nas suas crónicas individuais é uma coisa. Estúpido, mas aceitável. Convidar alguém sob o pretexto duma entrevista apenas para passar o tempo a atirar-lhe as suas opiniões infundadas à cara sem o deixar responder ou esclarecer o que quer que seja, é completamente imoral e inaceitável.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Portagens sem aumentos, excepto...

No ano passado houve deflação. Como a lógica dos aumentos das portagens está relacionada com certos parâmetros da inflação, resolveu-se não haver aumentos este ano.

Primeiro problema: os parâmetros só servem para subir? Mesmo que por interesses económicos se aceitasse manter o custo das portagens em caso de deflação, esse diferencial deveria servir para abater aos aumentos dos anos posteriores.

Mas entretanto acabou-se por descobrir que afinal dois troços iriam aumentar devido a um contrato estabelecido entre o estado e a Brisa: troço Montijo-Pinhal Novo da A12 e troço Palmela-Setúbal da A2. O primeiro porque passou a incluir mais 'x' metros, o segundo porque tinha uma parte não paga que vai passar a ser.

Montijo-Pinhal Novo: quem conhece a zona sabe que não passou a incluir mais um único centímetro que seja, mas foi isto que a comunicação social relatou. Provavelmente foram os metros finais da A12, na junção com a Ponte Vasco da Gama que passaram a ser incluídos na concessão, mas não houve qualquer notícia explícita sobre esse assunto.

O outro troço resume-se ao mesmo, provavelmente uma parte que não estava incluída no concessionário, ou estava e não era cobrada. Mais uma vez também não se percebeu bem qual o esquema nem sequer qual o troço físico propriamente dito a que se referiam.

E aqui jaz o segundo problema: a falta de transparência destes contratos. O estado acorda e desacorda o que quer com privados, em segredo, sem que que conheçam as condições desse contratos. Se são ou não onerosos e para quem.

O negócio das auto-estradas em Portugal é bastante proveitoso para as concessionárias, que chegam mesmo a ter cláusulas de compensação se o tráfego for inferior ao previsto, como no caso da Luso-Ponte. Ou seja, risco zero para privados, risco total para o estado.

Desta vez, por infortúnio dos senhores da brisa e do governo, soube-se das negociatas em virtude de serem estes os únicos troços do país a aumentar. Num ano normal, com inflação acima de zero, estas negociatas de bastidores teriam passado sem se saber, diluídos os seus custos nos aumentos gerais.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Afinal as sondagens sempre eram da treta...

Num estudo levado a cabo pela ERC chegou-se à conclusão que o PS e BE costumam ser favorecidos pelas sondagens, acabando por obter resultados eleitorais inferiores aos projectados pelas mesmas.

Duas notas:
  1. as sondagens afinal sempre eram da treta;
  2. não sei quanto foi o custo do tal estudo mas espero que tenha sido barato: é que para coisas óbvias não vale a pena estar a gastar dinheiro.

SC Braga: é preciso ser estúpido quando se ganha?

Durante os últimos 15 anos houve um clube que se instalou no topo da  classificação futebolística em Portugal. Independentemente da forma como lá  chegou, pelo menos o discurso e a atitude dos seus responsáveis sempre foram estúpidos.

Agora o Braga está a jogar bem, tem estado na frente, com os mesmos pontos  do Benfica mas com vantagem no confronto directo da 1ª mão, e tem aguentado o passo. Mas a estupidez que tem saído daqueles lados é preocupante,  culminando -- para já! -- no ridículo episódio da mala.

É preciso ser estúpido quando se ganha? Parece...

domingo, 18 de outubro de 2009

Maitê, os brasileiros e Portugal.

Contexto: um curto vídeo amador realizado pela actriz brasileira Maitê Proença, que parodiava com Portugal e a sua cultura, foi divulgado na Internet. O vídeo causou uma polémica de grandes proporções.

Em relação ao vídeo, nem é tanto o seu conteúdo directo, mas o que representa: a patológica necessidade que os brasileiros sentem em falar mal dos portugueses.

Os brasileiros nascem num meio em que os portugueses são estereotipados de forma pouco abonatória (e injusta) e crescem com o estigma de que a culpa do seu atraso é dos portugueses.

Aos poucos essas atitudes vão tendo resposta deste lado. Sente-se que o que é brasileiro perdeu a influência e a "gracinha" que outrora teve. As telenovelas já não pegam, as músicas deles ainda vão passando, mas já não como antes. O sotaque brasileiro passou de engraçado a chato.

Não se percebe porque raio os portugueses adoraram o Brasil durante anos quando esse sentimento nunca foi recíproco, não se percebe porque nós tínhamos tanta abertura e receptividade à cultura deles mas eles eram completamente fechados à nossa, não se aceita que os brasileiros entre nós digam falsamente que nos adoram e quando se afastam falam mal, etc.

A Maitê Proença acabou por ser um escape. Fez um vídeo falhado, infantil, sem qualquer piada -- o que é comum de um modo geral às piadas que os brasileiros tentam fazer sobre portugueses -- e apanhou com tudo em cima, convenhamos que numa reacção completamente desproporcional.

Santana, Lisboa e ideias.

Santana perdeu as autárquicas para Costa. É certo que a vitória de Costa só foi viabilizada com o voto útil do BE e PCP para o PS, mas também não deixa de ser verdade que faltou algum élan a Santana.

Desta vez não houve o entusiasmo de outros tempos e as próprias ideias deixaram a desejar. Vamos ser práticos. A agenda de Santana centrou-se em meia dúzia de pontos de chave, entre os quais:
- expansão dos contentores do porto de Lisboa;
- saída do actual aeroporto da Portela;
- nova ponte só ferroviária;
- portagens para entrar na cidade.

Vejamos...

Contentores e porto
É um problema comum a todas as cidades portuárias: a existência de uma enorme estrutura que ocupa uma zona nobre da cidade, a zona ribeirinha, desfigurando a cidade, trazendo trânsito pesado e poluição para a mesma, etc etc e tudo para satisfazer uma necessidade nacional. O problema das estruturas com finalidades nacionais é óbvio, e não se limita aos portos (embora seja clamoroso nestes), mas são casos que têm de ser pensados como um todo, e não em decisões avulso, conforme o protesto desta ou daquela edilidade.

Aeroporto da Portela
Não creio que seja uma decisão a caber à câmara. Mais uma vez estamos a falar de uma infraestrutura nacional cuja decisão deve ser feita a esse nível. Independentemente disso, se se fizer o novo aeroporto em Portela, de grande capacidade, faz sentido manter dois aeroportos internacionais a menos de 30km de distância? Será economicamente viável ou mesmo necessário?

Nova ponte só ferroviária
Aqui já se trata de uma infraestrutura regional, ainda assim não municipal. Não é a câmara de Lisboa que decide qual o perfil da nova ponte, nem tão pouco se a vai haver ou não. Lisboa continua a olhar apenas para o seu umbigo. "Não queremos mais carros a entrar em Lisboa" é uma frase recorrente. Mas mais pessoas a entrar já querem, certo? Portanto não só querem mais pessoas, como querem decidir de que forma vêm, como entram, a que horas saem, etc. Francamente se se vai gastar dinheiro numa ponte nova e se a diferença de custo para uma ponte bimodal não for substancialmente maior, quanto maior fluidez em absoluto tiver, melhor!

Portagens para entrar na cidade
Ah! Finalmente um assunto municipal. Mas em terreno perigoso! Mais uma vez Lisboa olha para o seu umbigo apenas. Que se limite o trânsito nesta ou naquela artéria, neste ou naquela bairro, tudo bem. Cobrar para entrar em Lisboa de um modo geral -- mesmo sendo apenas em algumas horas do dia, para carros só com um condutor -- é retirar o direito à livre circulação. E é abrir um precedente perigoso. Que tal o Algarve começar a cobrar portagens nos acessos às praias durante o verão? Ah pois!


Tirando o caso dos contentores, que é um assunto bem mais complexo, com o devido respeito o resto ou pouco ou nada depende do município ou é um tiro no pé. Com Costa não vão haver grandes obras, grandes projectos, nem grande desenvolvimento. Basicamente Lisboa vai ter 4 anos de manutenção. Santana seria mais dinamizador, mas também mais problemático.


PS: não deixa de ser irónico que nas legislativas tanto se tenha apelado ao voto útil, tendo havido uma enorme votação "inútil", que bem fez crescer os pequenos partidos. Já nas autárquicas, em Lisboa, sem que ninguém os pedisse, eles vieram.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Europeias, legislativas, autárquicas e já está.

Pronto. Três eleições depois a que chegámos? Um PS que reergue a cabeça, com algum reforço moral embora em posição mais desconfortável do que tinha há 4 anos, um PCP destroçado, um CDS e BE sem saberem bem o que quer que seja e um PSD rebentado.

De resto foi um thriller interessante.

Vejamos...

Após quatro anos de contestação incontestada, descontentamento generalizado, e algumas trapalhadas à mistura em relação à governação de José Sócrates, este mantinha-se com uma áurea de invencibilidade democrática baseada em sondagens erradas.

Assim chega-se às europeias com o PS favorito. Só que perde e tem um resultado miserável (26,58% vs 44,53% em 2004). Entretanto Manuela Ferreira Leite, que já começava a ser contestada na altura por ser aquilo que é - FRACA, FRAQUINHA, FRAQUISSIMA - ganha um autêntico balão de oxigénio que a faz voar até as legislativas, convencendo-se mesmo que até as irá ganhar.

Como nesta vida não há milagres, a senhora destrói o partido e consegue o impensável, mesmo antes das europeias: ter um resultado ao nível do de 2005, em condições substancialmente melhores, e dar de mão beijada a maioria, embora não absoluta, a um partido que merecia deixar de ser governo. Pelo caminho os ditos pequenos partidos CDS e BE cresceram bastante, embora à sua escala. A CDU cresceu marginalmente mas perdeu relativamente influência.

Nesta "dinâmica", como lhe gostam de chamar no jargão dos analistas, de vitória do PS e derrota do PSD, este último, o grande colosso das autárquicas, perde cerca de 20 câmaras, ganhando o PS outras tantas. No meio o CDS e BE reduziram-se à sua insignificância política local e a CDU continua a perder influência.

Fim de história.
Agora venham de lá os abutres.

Resultados das eleições autárquicas...

O PSD ganhou mais câmaras e como tal é vencedor das eleições.

Em 2005 o PSD tinha 157 câmaras, agora tem 139 e perdeu Lisboa.
Já o PS tinha 109, mas ficou com 131.
A CDU tinha 32, passou a 28 (perdeu 7 e ganhou 3).
Tanto o BE como o CDS (isolado, dado que concorreu em muitas câmaras  coligado com o PSD), mantiveram a sua câmara unitária.
(resultados à hora em que escrevo isto)

Isto resumidinho, o PSD ganha mas com um amargo sabor de derrota, enquanto ao PS acontece precisamente o oposto.

Ao contrário do que diziam todos os "especialistas" da praça, é agora bastante claro que houve efeito contágio das eleições legislativas para as autárquicas. Apesar de serem eleições diferentes, com especificidades diferentes, a verdade é que a dinâmica de vitória do PS das legislativas influenciou de algum modo muitos dos resultados que se verificaram.

Também ao contrário do que diziam alguns "especialistas", com tanta câmara a mudar de mãos, não houve, NÃO houve uma tendência de continuidade generalizada, de forma a reeleger os que já lá estavam. Aconteceu em muitos casos, como sempre acontece, mas houve demasiados a mudar, como não é costume acontecer.

As sondagens da treta atacam outra vez.

Bem se queixou Santana Lopes e com razão. As sondagens deram-no sempre a 8, 9, 10% de Costa. Em especial as da Universidade Católica tendem a beneficiar uns (PS, BE) em prejuízo de outros (PSD, CDS). Isto numa leitura meramente factual da coisa.

Já se sabe que existem erros, tal e tal. Mas sempre para os mesmos? Há qualquer coisa que definitivamente não está a funcionar bem.

Voltando a Santana, a diferença final face a Costa foi de 5%. Mas sobretudo obrigou à contagem até às ultimas 4 freguesias, para se determinar com certeza qual seria o vencedor, e apenas após o fecho da penúltima freguesia se soube a distribuição de vereadores final (9 PS, 7 PSD e 1 CDU; durante muito tempo esteve no ar a hipótese 8-8-1). Ou seja, aquilo que eram favas contadas transformou-se numa luta renhida até ao fim. Muito longe da ideia que era transmitida dia após dia pelas sondagens.

O problema disto nem são tanto as sondagens per se, mas o valor que se lhes dá. E aqui os órgãos de comunicação têm toda a responsabilidade.  Porque lhes dão demasiada credibilidade por razões comerciais. Sempre que publicam uma sondagem, a ladainha é a mesma: "se as eleições fossem hoje ganhava o x com n, o y ficava assim e assado". Não! Não aconteceria nada disso. Se todos o sabemos, porque continuam a insistir na mesma parangona?!


PS: de qualquer forma desta vez, com ou sem sondagens, dificilmente Santana lá chegaria.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mirones da treta!

Mirones. Há-os em todo o lado e são uma espécie irritante.

Qualquer coisa que se esteja a fazer, por mais banal que seja, lá estão eles a controlar.

Depois há-os de vários tipos:
  • o passivo: limita-se a controlar à distância.

  • o ostensivo: fica todo o tempo da acção parado a controlar. Espécie comum de se encontrar enquanto se está a estacionar um carro ou em pequenos meios, quando passa uma pessoa ou veículo que eles não conhecem.

  • o desaprovador: além de controlar o que se está a fazer, vai esboçando gestos críticos de não concordância. Esta fauna é mais característica em aglomerados de pessoas e é frequente desaprovaram uma atitude qualquer dos pais em relação aos filhos (não estarem agasalhados como eles acham que deviam, por exemplo).

  • o intrometido: este controla durante algum tempo e depois decide-se mesmo a fazer conversa. São chatos, inconvenientes e despropositados. Além de não terem nada que fazer, algo comum a todos os tipos de mirones, de resto.

A todos os mirones deste mundo: arranjem uma vida!

Gato fedorento vs big brother.

Há uns anos estreava em Portugal o "Big Brother", na TVI. Um reality show que teve bastante sucesso. A TVI aproveitava o fenómeno do programa para, em jeito de publicidade e captação de audiência, fazer cobertura "noticiosa" do mesmo nos programas informativos (os chamados "telejornais"). Isso foi alvo de críticas, justamente, pois um programa de entretenimento não é notícia, salvo casos excepcionais dignos de nota.

Curiosamente agora passa-se o mesmo em relação ao "Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios". O programa vai para o ar na SIC, e no dia seguinte é alvo de uma cobertura "noticiosa" no programa de informação desse canal. Só que agora não há polémica. E porquê? Porque o programa de entretenimento entrevista políticos e como tal já é notícia, mesmo que a conversa seja sempre em tom jocoso sem nada de substancial digno de nota informativa.

Calma! Gosto do GF e até aprecio o programa, mas que treta, aquilo é um programa de entretenimento e apenas isso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Pressa para engonhar

Nunca repararam, no trânsito, quando alguém se "mete" à frente, apesar de não ter prioridade, apenas para logo depois continuar o resto do caminho a "molengar"? À frente, pois claro. Então qual era a pressa, afinal?

Alguém tem um ritmo lento ou vai notoriamente em passeio, mas perde todo esse vagar desde que seja para se pôr à frente de alguém, entrar na rotunda quando já lá vem outro carro, entrar no entroncamento sem prioridade...

É um dos comportamentos mais patéticos que eu assisto no trânsito, e com frequência.